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Oi, tudo bem?

 

A vida é cheia de fases, né? Quanto tempo será que podemos considerar como uma fase ruim até pensarmos que não é fase não, é só a vida assim mesmo e é melhor aceitar pra doer menos?

Eu estou em uma fase de intensa mudança já tem uns 3 anos – mudança de casa/cidade/trabalho/pensamentos/crenças/prioridades/etc. Muita coisa boa aconteceu, mas também foi um período muito difícil, de muito sofrimento, depressão, poucos altos e muitos baixos e um intenso fluxo de pensamentos e sentimentos que às vezes é bem sufocante.

Essa semana está sendo uma semana muito estressante por motivo de: clientes sendo complicados + ansiedade com uma coisa que não acontece e está atacando meu emocional e minha gastrite. Cansei de ter paciência, sabe? E aí que quando algum amigo me pergunta como eu estou eu digo: tudo bem e com você?

Além de eu não ter vontade de contar meus problemas pra maior parte das pessoas, quando eu converso com um amigo com quem eu gostaria de contar como estou me sentindo de verdade (= uma bela bosta) o que eu penso é: “deve ter uns 3 dias que eu disse pra essa pessoa que não estava bem, então não vou dizer que hoje não estou bem de novo pra não cansar o ser humano”. E aí eu desisto de dizer como estou de verdade.

Dá uma canseira essa fase, né?
Tô esperando passar e chegar a fase de mais estabilidade e paz interior.

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“Eu não sei o que meus sentimentos estão fazendo”
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Carioca morando em São Paulo

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Hoje eu tive a experiência de voltar pra SP de avião, até hoje só tinha ido pro RJ de ônibus. Foi lindo observar as diferenças das duas cidades lá do alto.
Saindo do Rio a gente vê construções predominantemente baixas, muitos morros verdinhos, muita água do mar. Chegando em SP você vê uma cidade sem morros (mas com bastante árvores no meio das construções e alguns parques salpicados), um mar de prédios muito altos que deixam a paisagem completamente diferente do que eu tinha acabado de deixar pra trás e que me encanta da mesma maneira.

E aí eu fiquei pensando: eu prefiro o visual do RJ ou de SP? Prefiro as belezas naturais ou prefiro essa arquitetura maravilhosa que faz com que me sinta no meio do mundo?

E a resposta é: eu não prefiro nada! Tudo tem seu encanto, seu charme. Hoje eu prefiro morar em São Paulo, me identifiquei mais com a cultura daqui, mas não quer dizer que o Rio de Janeiro seja ruim não. É questão de afinidade somente. rs

Hoje mais uma vez deixei o coração no Rio junto das minhas famílias e dos meus amigos (não vi todo mundo que amo de novo e essa é a parte horrível), mas ao mesmo tempo quando cheguei e vi esses prédios e o friozinho do outono de SP lembrei pq amo tanto morar nessa cidade!

Precisava de colo pra acalmar o coração que anda um pouco dolorido, pra diminuir o estresse da rotina e a agitação da mente. E ganhei muito colo e muito amor.
Obrigada meus amores, o que o Rio de Janeiro tem de mais maravilhoso não são as praias e montanhas (nem vi o mar dessa vez!!), o que o Rio tem de especial mesmo são as pessoas amadas que moram lá, e pra isso eu sempre vou voltar, nem que seja correndo, nem que seja pra um almoço, só pra provar que eu prefiro morar em São Paulo, mas as pessoas que mais amo estão no Rio de Janeiro!

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1 ano com muito amor em SP!

No dia 02/01/17 completou 1 ano que eu desci de um ônibus vindo do Rio de Janeiro para me mudar para uma cidade que eu nunca tinha visitado. Parece que vim ontem quando penso na minha vida no Rio e ao mesmo tempo que vim há 10 anos por causa de tanta coisa que vivi aqui. O importante é: depois desse 1 ano posso dizer com toda certeza que eu amo São Paulo e amo morar aqui!

Pra comemorar todo esse “Existe amor em SP sim!” quis fazer uma pequena retrospectiva. Bora? Bora!

Eu conheci lugares muito legais, alguns que tomaram meu coração, como por exemplo: o Parque da Aclimação (meu lugar favorito em SP), o bairro da Liberdade, a Avenida Palista, a Livraria Cultura, o Ibirapuera…

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Conheci pessoas divertidas, queridas, que me acolheram e me fizeram sentir em casa desde o início.

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Iniciei novos hábitos, como: observar e fotografar prédios, ir na feira toda sexta-feira, fazer mais passeios culturais, cuidar de plantinhas, ir ao parque com frequência…

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Recebi visitas e mostrei muitas coisas que eu amei pra pessoas que eu amo (e espero esse ano receber muito mais visitas). E todos os momentos que eu fui visitar meus amigos e família foram especiais e cheios de amor, pq não dá pra se mudar de cidade sem ficar com aquele aperto no peito de saudade.

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Existe muito amor nesta cidade e eu retribuo sempre que posso! E nada poderia ser melhor do que compartilhar esta experiência com a pessoa que me convenceu a vir para continuarmos construindo nossas vidas juntos. ❤ E vamos ver o que o universo está nos reservando pra esse ano!

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Algumas coisas que aprendi em 2016

2016 está sendo um ano complicado pra quase todo mundo, né? Eu passei por umas merdas grandes esse ano, mas também aconteceram muitas coisas boas, então não posso dizer que o ano tenha sido ruim. Foi normal, com altos e baixos, muita dificuldade, muito aprendizado e a maior mudança interior que já passei na vida!

Eu já fui muito de tentar definir meus anos como “ruins” ou “bons”, mas hoje não vejo isso como algo eficiente ou real. Afinal, 1 ano tem 52 semanas, 365 dias (ou 366), então tem muita coisa rolando e nunca são coisas apenas ruins ou boas. E nas dificuldades também podemos tirar algo bom, como tudo o que aprendi esse ano que não teria aprendido se não tivesse passado uns perrengues. Para tentar não focar nas muitas coisas complicadas que aconteceram comigo, com os amigos, com o país, com o mundo, decidi escrever o que eu aprendi em 2016, pra focar nas coisas boas e tentar não cair na bad vibe de fim de ano que sempre me perturba.

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1. Mesmo longe, com amor e boa vontade, a amizade e o amor não mudam.
Eu estava morrendo de medo de me distanciar dos meus amigos e da minha família por causa da minha mudança de cidade, mas esse ano me provou que amizade e amor, quando são fortes e verdadeiros sobrevivem e aumentam, não importa a distância física.

2. É possível fazer amigos depois de adulto com a mesma intensidade dos amigos de adolescência.
Acho que quando estamos perto dos amigos acabamos nos acomodando e mesmo fazendo novas amizades sempre rola uma separação daquele “grupo de amigos de sempre do fundo do coração” e dos novos amigos. Esse ano descobri que posso fazer amizades tão profundas que ocupam aquele lugar especial no coração sim!

3. Meditar é uma das melhores coisas da vida.
Comecei a fazer uma meditação budista  tibetana em grupo e meditações em casa sozinha e tem sido isso que me mantém centrada e sem vontade de sair correndo pelada pela Paulista completamente locona dos problemas. rs

4. É possível redescobrir paixões.
No ano passado eu voltei a bordar e esse ano aprendi mais e me aprofundei muito sobre este universo maravilhoso! E voltei a ler, coisa que estava “travada”.

5. Tá tudo bem ficar sozinha e ficar triste.
Ficar longe da família e dos amigos foi muito importante para eu aprender a ficar sozinha e a lidar com a tristeza. Tem horas que precisamos simplesmente parar, curtir a nossa própria companhia e chorar, depois a gente levanta e pensa em como seguir em frente. Ficar triste faz parte, só não dá pra ser todo dia.

6. É maravilhoso conhecer o lugar onde a gente mora.
Como eu não conhecia SP antes de me mudar pra cá eu visitei muitos lugares e sempre tenho curiosidade sobre a cidade. Hoje eu tenho uma tristezinha de achar que explorei pouco o Rio de Janeiro, poderia ter conhecido e vivido muito mais coisas por lá. Então a dica é: sejam turistas na sua própria cidade sim! Não esperem uma viagem pra se encantarem com novidades 🙂

7. Paulistas são muito simpáticos e acolhedores e eu amo morar aqui!
Eu vim achando que gostaria de morar em São Paulo, mas fiquei surpresa com a adaptação rápida e o quanto eu amo essa cidade e as pessoas daqui. (E cariocas implicam muito com paulistas, mas o contrário não é assim, o pessoal daqui é bem de boa. Cariocas, vamos parar de implicar com SP! rs)

8. Preciso de pouco pra viver.
Eu ainda moro em pensão, é um espaço micro, minha mudança está no Rio ainda, comprei pouquíssima coisa esse ano e tá tudo bem!!!! Preciso de amor, de amigos, da família, de comidinha gostosa, de Netflix, de paz interior… coisas são superestimadas e precisamos de bem menos pra viver bem.

9. Mudar é difícil e nos causa muito desconforto, mas no fim do processo é um alívio.
Esse foi um ano de mudanças intensas, reavaliei tudo, desde quem sou eu neste mundo louco, meus sonhos, até o que eu acredito no sentido religioso. Mudei minha visão sobre pessoas, conceitos, ideias, crenças, algumas coisas que nunca achei que mudaria. Foi muito doloroso, muito conflituoso, mas no fim eu sei que estou acabando 2016 como uma pessoa melhor do que eu era quando começou 2016.

10. Eu não sou obrigada a nada.
E com isso vou encerrando esta lista. Não sou obrigada a nada mesmo! Não sou obrigada a me forçar a entrar em padrões para agradar aos outros, não sou obrigada a conviver com pessoas que me fazem mal, não sou obrigada a viver do jeito que outras pessoas querem só pq elas querem, não sou obrigada a me desagradar para agradar aos outros. Porque no final sempre seremos criticados, então prefiro ser criticada fazendo coisas que me deixam mais feliz.

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Publicado em Gotas do cotidiano, Morando em pensão, Pessoal

Só um comentário?

Ontem estava conversando com uns poucos amigos aqui da pensão, chegou uma hora que o papo era a nossa vontade/falta de vontade de morarmos em outro lugar (esse assunto sempre chega, a conversa nesse ponto é igual toda vez e a vida segue).

E aí que em algum momento eu disse que precisava morar em outro lugar. E aí que o amigo disse que “eu ando meio louca” e logo disfarçou dizendo que eu ando menos paciente e que pode ser o fato de estar cansada daqui e tal.

E aí fiquei pensando: que isso!!! hahaha acho que estou assustando as pessoas e não tô sabendo.

PS: em minha defesa eu digo que com certeza ele foi leviano com a palavra. rs Eu ando sim mas impaciente e menos sociável, mas ainda falta um caminho bem longo pra chegar na loucura. Oremos.

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Fechada para balanço

Odeio quando eu fico meses sem escrever nada por aqui, nessas horas eu tenho vontade de excluir tudo, deixar pra lá, seguir a vida. Aí depois a vontade passa e eu volto a querer ter um espaço pra escrever.

Mas não é por acaso que eu sumo, acho que é quando estou me sentindo com bloqueio na vida. Não sei se cheguei a explicar isso por aqui, mas esse ano, além da mudança de cidade, tenho passado por muitas mudanças internas. Tenho questionado e repensado todos os aspectos da minha vida, desde a minha relação com meus amigos até o que eu penso sobre sociedade e religião. Tem sido um processo longo, doloroso, mas muito bom e necessário.

Em outubro completei 27 anos e acho que “fechei pra balanço”. rs Espero que após esse período eu fique mais focada e determinada pra pôr em prática alguns planos e seguir a vida melhor e mais saudável física e emocionalmente.

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Publicado em BEDA (august) 2016, Pessoal

Mudar de ideia pode?

Na vida estamos sempre evoluindo, certo? (ou pelo menos deveríamos) E com isso aprendemos coisas novas, conhecemos pessoas, lugares, culturas e aí que muitas vezes mudamos de opinião sobre algo. Eu sempre achei suuper positivo me deixar aberta para novas ideias e pensamentos, poder assumir que estava errada em algum assunto ou simplesmente enxergar algo de forma diferente e mudar de opinião, independente de certo ou errado. Isso vai desde posicionamento político, gosto musical, cor favorita, o que pensamos sobre a sociedade, até time! rs

Me incomoda demais quando alguém reclama disso, Deus me livre me manter igual o resto da minha vida! Temos que crescer, aprender, passar a gostar de algo que odiávamos ou desgostar do que gostávamos. Acho também que todos devemos ter o direito de nos retratar, olhar atos e palavras de antes e falar: “desculpa, errei neste momento, mas não penso mais dessa forma”. Não vamos sair repreendendo quem mudou de opinião só porque em 1999 essa pessoa falou algo diferente do que disse agora em 2016.

Vamos nos permitir ouvir a opinião do outro com critério e respeito e avaliar a nossa própria opinião, com isso podemos reforçar nossos valores e pensamentos ou simplesmente escolher tomar um novo rumo no que sentimos sobre a vida. Eu não sou a mesma de 10 anos atrás e espero não ser a mesma daqui a 10 anos, pois as experiências nos modificam e eu estou muito aberta ao que o universo tem pra me oferecer.

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