Publicado em Pessoal

Algumas coisas que aprendi em 2016

2016 está sendo um ano complicado pra quase todo mundo, né? Eu passei por umas merdas grandes esse ano, mas também aconteceram muitas coisas boas, então não posso dizer que o ano tenha sido ruim. Foi normal, com altos e baixos, muita dificuldade, muito aprendizado e a maior mudança interior que já passei na vida!

Eu já fui muito de tentar definir meus anos como “ruins” ou “bons”, mas hoje não vejo isso como algo eficiente ou real. Afinal, 1 ano tem 52 semanas, 365 dias (ou 366), então tem muita coisa rolando e nunca são coisas apenas ruins ou boas. E nas dificuldades também podemos tirar algo bom, como tudo o que aprendi esse ano que não teria aprendido se não tivesse passado uns perrengues. Para tentar não focar nas muitas coisas complicadas que aconteceram comigo, com os amigos, com o país, com o mundo, decidi escrever o que eu aprendi em 2016, pra focar nas coisas boas e tentar não cair na bad vibe de fim de ano que sempre me perturba.

giphy

 

1. Mesmo longe, com amor e boa vontade, a amizade e o amor não mudam.
Eu estava morrendo de medo de me distanciar dos meus amigos e da minha família por causa da minha mudança de cidade, mas esse ano me provou que amizade e amor, quando são fortes e verdadeiros sobrevivem e aumentam, não importa a distância física.

2. É possível fazer amigos depois de adulto com a mesma intensidade dos amigos de adolescência.
Acho que quando estamos perto dos amigos acabamos nos acomodando e mesmo fazendo novas amizades sempre rola uma separação daquele “grupo de amigos de sempre do fundo do coração” e dos novos amigos. Esse ano descobri que posso fazer amizades tão profundas que ocupam aquele lugar especial no coração sim!

3. Meditar é uma das melhores coisas da vida.
Comecei a fazer uma meditação budista  tibetana em grupo e meditações em casa sozinha e tem sido isso que me mantém centrada e sem vontade de sair correndo pelada pela Paulista completamente locona dos problemas. rs

4. É possível redescobrir paixões.
No ano passado eu voltei a bordar e esse ano aprendi mais e me aprofundei muito sobre este universo maravilhoso! E voltei a ler, coisa que estava “travada”.

5. Tá tudo bem ficar sozinha e ficar triste.
Ficar longe da família e dos amigos foi muito importante para eu aprender a ficar sozinha e a lidar com a tristeza. Tem horas que precisamos simplesmente parar, curtir a nossa própria companhia e chorar, depois a gente levanta e pensa em como seguir em frente. Ficar triste faz parte, só não dá pra ser todo dia.

6. É maravilhoso conhecer o lugar onde a gente mora.
Como eu não conhecia SP antes de me mudar pra cá eu visitei muitos lugares e sempre tenho curiosidade sobre a cidade. Hoje eu tenho uma tristezinha de achar que explorei pouco o Rio de Janeiro, poderia ter conhecido e vivido muito mais coisas por lá. Então a dica é: sejam turistas na sua própria cidade sim! Não esperem uma viagem pra se encantarem com novidades 🙂

7. Paulistas são muito simpáticos e acolhedores e eu amo morar aqui!
Eu vim achando que gostaria de morar em São Paulo, mas fiquei surpresa com a adaptação rápida e o quanto eu amo essa cidade e as pessoas daqui. (E cariocas implicam muito com paulistas, mas o contrário não é assim, o pessoal daqui é bem de boa. Cariocas, vamos parar de implicar com SP! rs)

8. Preciso de pouco pra viver.
Eu ainda moro em pensão, é um espaço micro, minha mudança está no Rio ainda, comprei pouquíssima coisa esse ano e tá tudo bem!!!! Preciso de amor, de amigos, da família, de comidinha gostosa, de Netflix, de paz interior… coisas são superestimadas e precisamos de bem menos pra viver bem.

9. Mudar é difícil e nos causa muito desconforto, mas no fim do processo é um alívio.
Esse foi um ano de mudanças intensas, reavaliei tudo, desde quem sou eu neste mundo louco, meus sonhos, até o que eu acredito no sentido religioso. Mudei minha visão sobre pessoas, conceitos, ideias, crenças, algumas coisas que nunca achei que mudaria. Foi muito doloroso, muito conflituoso, mas no fim eu sei que estou acabando 2016 como uma pessoa melhor do que eu era quando começou 2016.

10. Eu não sou obrigada a nada.
E com isso vou encerrando esta lista. Não sou obrigada a nada mesmo! Não sou obrigada a me forçar a entrar em padrões para agradar aos outros, não sou obrigada a conviver com pessoas que me fazem mal, não sou obrigada a viver do jeito que outras pessoas querem só pq elas querem, não sou obrigada a me desagradar para agradar aos outros. Porque no final sempre seremos criticados, então prefiro ser criticada fazendo coisas que me deixam mais feliz.

giphy-1

Anúncios